
A Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso (POLITEC/MT) instituiu um projeto-piloto para adoção do regime de trabalho híbrido, com duração inicial de 180 dias, prorrogável mediante avaliação técnica.
O projeto tem como objetivo estudar a viabilidade técnica, administrativa e legal desse regime, avaliando os impactos na produtividade, qualidade dos trabalhos e duração dos procedimentos periciais e de identificação.
O projeto-piloto será aplicado inicialmente nas Gerências de Perícias de Balística e de Áudio e Vídeo, assim como nas Coordenadorias de Identificação Civil e Criminal. Cada unidade poderá ter até dois servidores participantes, selecionados por critérios de conveniência, experiência e capacidade operacional.
Os servidores participantes terão suas atividades distribuídas entre trabalho presencial e remoto, conforme dois modelos previstos: cumprimento de 10 dias mensais presenciais (modelo A) ou alternância diária entre dias presenciais e remotos (modelo B).
Atividades que envolvem contato físico com materiais periciais ou que exigem presença obrigatória continuarão sendo realizadas presencialmente. O programa enfatiza o cumprimento rigoroso das regras de cadeia de custódia, segurança da informação e sigilo profissional.
Cada participante deverá seguir um Plano de Trabalho Individual (PTI) contendo metas quantitativas e qualitativas, prazos e critérios de aferição de produtividade, que devem garantir um desempenho pelo menos 20% superior ao exigido em regime exclusivamente presencial.
A chefia imediata será responsável por acompanhar e avaliar o cumprimento do PTI e poderá propor o desligamento do servidor do regime híbrido em caso de descumprimento das normas, ineficiência ou necessidade do serviço.
O projeto-piloto do regime híbrido na POLITEC representa uma iniciativa para modernizar a gestão pública, proporcionando flexibilidade e maior equilíbrio entre eficiência operacional e qualidade do serviço prestado à sociedade mato-grossense.